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Quero ser fotógrafo! E agora?!


Olá!! Eu sou a Karol! Sou fotógrafa de ensaios femininos, 15 anos e gestantes aqui na região de Florianópolis, Santa Catarina. Este é o primeiro post aqui do blog e resolvi trazer pra vocês algumas dicas sobre ser um fotógrafo profissional. Como vocês sabem, sou contadora por formação e apenas agora em 2019 tive a coragem de abdicar de um emprego de 10 anos de contrato (sim, 10 anos) pra me dedicar ao que realmente amo e faço melhor. Foi fácil essa decisão? Claro que não! Levou 10 anos! hehehe 

Aqui vou elencar algumas dicas que gostaria de ter recebido quando comecei, aspectos que considero importantes nessa caminhada profissional e alguns que ainda estou tentando aplicar na minha vida (vide item 9 hahaha) Espero que de alguma forma esses tópicos te ajudem. Um beijo galera! 

 

1 - Trabalhe com o equipamento que você tem hoje e faça dele, o melhor uso que puder

 

No início a maioria dos fotógrafos sofre de “equipamentose” (hehe) que é a síndrome de sempre querer comprar uma câmera melhor, uma lente melhor, o máximo de bugigangas possível pra poder melhorar seu trabalho. Mas não esqueça: equipamento sozinho não gera sorrisos, espontaneidade do seu cliente, o melhor enquadramento e a luz certa da foto, dentre inúmeros outros fatores que poderia ficar horas aqui escrevendo!

 

Inclusive, no meu caso, ter começado com uma câmera bem simples com certeza contribuiu pra eu ser obrigada a treinar melhor outros aspectos. E não, não vou ser hipócrita e dizer que não é bom ter uma câmera Full Frame ou Mirrorless em detrimento a uma Crop, que não facilita a vida, porque seria mentira. Equipamento melhor torna a pós-produção mais fácil, mas posso dizer com total segurança, que equipamento sozinho não faz foto boa!

 

A cura pra essa síndrome da equipamentose está na próxima dica:

 

 

 

 

2 - Estude técnicas fotográficas

 

 

 

Os aspectos básicos que você precisa saber pra fotografar em um certo nível de qualidade são: exposição, abertura, velocidade e ISO. E por favor, fotografe no manual. Isso faz toda a diferença. Quando você entende qual parte da foto você precisa deixar subexposta (escura) ou superexposta (clara) você consegue controlar melhor o que você quer fazer naquele ambiente e naquela situação que você está!

E claro, é interessante saber outros aspectos mais aprofundados, mas o mais importante: não erra no básico! E se errar, saiba como fazer pra consertar (na maioria das situações conseguimos recuperar maravilhosamente bem as imagens erradas na hora da edição!!)

 

3 - Estude todo o resto

 

Tudo seria muito lindo se pudéssemos apenas estudar muuuito a parte de fotografia, direção de modelos, edição de fotos... Alcançar um nível extraordinário na qualidade do trabalho e ser um sucesso, não é mesmo? Mas como sabemos, a vida real não é bem como aparece no Instagram, certo? Hehe

 

Um trabalho bem feito pode sim, te trazer reconhecimento, visibilidade do mercado fotográfico e te fazer ter um perfil com muitos likes e seguidores nas redes sociais. Mas isso não paga as contas. E o pior, às vezes ficamos tão vidrados nessas “métricas de vaidade” que pra manter o insano algoritmo rodando, nos abstemos de outros aspectos importantes de uma empresa: vendas, marketing, atendimento ao cliente, pós-venda, contratos, finanças, contabilidade, administração, e por aí vai.

 

 

 

4 - Treine seu olhar.

 

Um fotógrafo está SEMPRE trabalhando, até quando não está. Num mundo com tanto bombardeio de informações, às vezes é difícil nos atentarmos a alguns detalhes que parecem não fazer diferença à primeira vista, mas que é nessa particularidade que consta a harmonia da fotografia.

Use a luz e os elementos da locação ao seu favor. Eu gosto muito de partir de uma composição básica e clichê, pra daí poder desenvolver algum outro ângulo diferente. Sempre penso “Ok, já fiz o esperado. E agora, o que posso fazer de diferente?”

Isso serve muito também pra locações que costumamos ir muitas vezes, é importante fazermos esse exercício de treino – para não fazermos sempre as mesmas fotos. 

A próxima dica acrescenta, e muito, para treinar seu olhar (mesmo que de forma inconsciente!)

 

 

 

 

 

5 - Consuma outras formas de arte

 

Eu considero isso uma das partes mais importantes na inspiração de alguém que trabalha com imagens: buscar estímulos e referências fora da fotografia. Pouca gente de fora do meu convívio social sabe, mas sou colecionadora de HQs (sim, já fui bem nerd hehe) E percebo que isso impacta muito na forma que crio as imagens, seja no enquadramento, nas poses, nas cores de pós produção. É a melhor forma de nos desenvolvermos, porque criamos dentro de nós uma gama de cultura que sem que a gente nem perceba, reflete no nosso trabalho.

Talvez por isso eu goste tanto da frase do Ansel Adams: “Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos.”

True Story!

 

 

 

6 - Tenha, no mínimo, 10 fotógrafos de referência

 

Em contrapartida ao item anterior, é muito importante sim ter fotógrafos que nos influenciem! Quando admiramos um fotógrafo, admiramos a forma que ele vê o mundo. Você percebe o quanto isso é íntimo e pessoal, e o quanto se pode aproveitar se soubermos analisar de verdade o que o outro quer nos mostrar? E como vocês bem sabem, ver o mundo de outra forma e impactar as pessoas com outras visões, é o que faz o mundo evoluir.

 

Tenho uma média de 10 fotógrafos que sempre acompanho de perto o que estão produzindo, inclusive, é legal notificar as publicações no Instagram – por exemplo – porque cada vez mais o alcance orgânico da plataforma tem dimimuído (pra desespero de quem depende somente dele)

 

 

 

 

 

 

7 - Procure descobrir o que você ama fotografar, mas antes de descobrir, faça de tudo

 

Esse título é bem autoexplicativo! Na fotografia é difícil dizer que você não gosta de algo, até fazer. Eu, por exemplo, achei que jamais iria gostar de trabalhar em casamentos e festas de 15 anos, até que fotografei e foi uma das melhores experiências que tive!

 

Não quer dizer que eu vá trabalhar nesse segmento, mas é algo que posso dizer que já senti, vivenciei e tive a responsabilidade nas mãos. Isso é bem relevante e muda a sua visão sobre alguns aspectos.

 

Mas, por favor, nessa de sempre fotografar de tudo tenha bastante cuidado com o ensaio Newborn! Você terá um bebezinho nas mãos e é muito importante estudar sobre a segurança dele e também contar com um assistente! #fikdik

 

 

 

 

 

 

 

8 - Aprenda a editar 

 

Alguns profissionais mais saudosistas têm certa resistência a edição e tratamento de imagem, mas sejamos sinceros: a partir do momento que você escolhe uma roupa que lhe cai melhor, que usa maquiagem, que coloca um filtro no Instagram (Yes, I see what you did!) você está modificando a realidade. Outra dura verdade, se você não fotografa em RAW, sinto lhe informar que sua própria câmera está editando por você ao converter pra JPEG. Então, o que é melhor? Que um algoritmo escolha os níveis de contraste, saturação e nitidez, ou você, o artista?

Sou suspeita pra falar, porque pra mim a parte que a fotografia realmente toma forma, é na edição. Saiba que existe uma diferença entre edição de cores (Tone Mapping) e Manipulação de imagens. Mas isso, é assunto pra um próximo artigo! (Antes que eu me empolgue aqui)

 

 

9 - Seja paciente

 

 

Aaah, adivinha se não é o item que mais tenho dificuldade? hahaha Mas convenhamos: Ninguém nasce fotógrafo, administrador, contador, analista de marketing, consultor de venda e pós venda, empresário... Não é mesmo?

 

 

Turbulências irão acontecer, principalmente em momentos de economia instável (será?). Devemos sempre nos ater a inovação e ao valor do nosso produto. Não se apegue ao curto prazo, certos processos levam tempo – a borboleta nunca nasce pronta, lembre-se disso. Se planeje, aprenda com seus erros e esteja pronto pro que vier!

 

 

10 - Por último, não esqueça porque você começou!

 

Se lembra quando comprou sua câmera? A emoção de fazer seus primeiros registros - mesmo que no modo manual, sem nemm saber por onde começar? A partir do momento que perdemos esse nosso encantamento, dificilmente conseguiremos transmitir esse sentimento em quem está sendo fotógrafado. Claro, todos passam por esses momentos de cansaço, desmotivação... É natural do nosso caminho na vida. Se você está passando por esse momento eu te proponho uma pausa criativa. Nem que seja por 1, 2 dias (desde que bem aproveitados). Incorremos demais no erro de nos sobrecarregarmos nas funções da nossa empresa, que esquecemos que esse é o maior veneno pra criatividade! Não esqueça: sua mente é sua matéria-prima!

 

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Um beijo galera!!